domingo, 9 de março de 2014

MULHER: forte, bonita e sensível

                                                                                      - Sâmia Maluf -

Nos primórdios da humanidade, a mulher cuidava da moradia e da prole, e o homem, da caça e do ganha-pão. A partir da Revolução Industrial e, principalmente, do pós-guerra do século 20, ela passou a fazer parte do mercado de trabalho. Hoje é comum a mulher acumular funções, sendo provedora da família – até mesmo ganhando mais que o marido –, liderando equipes, empresas e até países. Na busca pela autossuficiência em tempo integral, a mulher passa por grande estresse negativo.
 
Na época romântica e boêmia de Vinicius e da Garota de Ipanema, a mulher orgulhava-se de ter o corpo naturalmente arredondado e dourado. Hoje, ela está branca demais, ou negra demais com abuso do sol e do bronzeamento artificial; está bombada com silicone, hormônios masculinos e excesso de musculação. Muitas, por outro lado, preferem a magreza excessiva e não menstruar!

 Há que se ter sempre em mente que a desigualdade começa na composição hormonal e no biorritmo, totalmente diferentes do homem. Estrógeno e progesterona são responsáveis por aquela carência e fragilidade que batem de vez em quando, e isso deve ser encarado de maneira bastante natural.
 O homem – com toda a sua testosterona – sai para guerrear e caçar, nas suas origens, porque tem físico para isso. O pensamento é curto, rápido e sintético. O que não é nenhum demérito, porque, na hora de decidir uma ação de guerra, é preciso ser claro e objetivo. A mulher, ao contrário, é prolixa e discute tudo. O estrogênio a faz gata manhosa e sedutora; a progesterona a torna procriadora, e, na fase estéril e da TPM, a faz “levantar a meia-calça até o pescoço”!
Na menopausa dá pra sentir a enorme falta que fazem os hormônios, quando começamos a perdê-los. Existem algumas mulheres que têm mais testosterona do que outras, o que as faz mais fortes e decididas, física e emocionalmente. Mesmo essas não podem deixar de assumir seu lado feminino, sabendo distinguir seus ciclos naturais e respeitar os limites.
A mulher vai à luta todos os dias, mas também merece perseguir a qualidade de vida, dormindo bem e levantando melhor ainda, permanecendo forte e, ao mesmo tempo, bonita e sensível – e muito gata, mantendo também a libido e o prazer em dia.
Por isso, nada como tirar proveito daqueles momentos de carência e fragilidade, voltando o olhar para si mesma. Dê-se o direito de ser sensual – no mais amplo sentido da palavra – com rituais de banhos e massagens. Permita-se o prazer do aconchego a partir de óleos essenciais, que contêm fitormônios (hormônios vegetais).
(FONTE: http://monasflower.wordpress.com/ )