quarta-feira, 22 de julho de 2009

O PERDÃO COMO INSTRUMENTO NA GESTÃO DE CONFLITOS



- Por Henrique Amaral -
(FONTE: www.institutoprogredir.com.br)

Vivemos num mundo de conflitos. Diariamente confrontamos nossos interesses com amigos, colegas, familiares, companheiros, etc. É inútil fugirmos dos conflitos ou fazer de conta que eles não existem, pois indubitavelmente eles estarão lá corroendo nossos planos, aspirações e nossa felicidade.

Dentro de uma organização não é diferente. A todo momento e em todos os níveis, verificamos situações por vezes inacreditáveis de conflito, iniciando às vezes entre os próprios sócios, se estendendo até os funcionários de escalão mais baixo.

Se estes conflitos não forem bem geridos, individual ou coletivamente, os prejuízos podem ser grandes ou até irreparáveis em determinadas situações. Meu objetivo neste texto é introduzir uma pitada de algo tão antigo, mas ainda e sempre tão atual: o perdão.



Não há nenhum conflito que não possa ser desfeito desde que se utilize a essência mais pura do perdão. Organizações não se conflituam, nem mesmo departamentos ou até mesmo nações. Quem se conflituam são as pessoas que ocupam posições nestas instituições.

Basta, portanto, dedicarmos um pouco de tempo a trabalhar nossa percepção interior, transformando conseqüentemente nossa visão exterior. Este artigo se propõe ser o início de uma reflexão mais abrangente da origem, desenvolvimento e solução de conflitos pessoais e organizacionais.


CONFLITOS PESSOAIS E ORGANIZACIONAIS


Como falei a pouco, são as pessoas que se conflituam, se atritam, se desarmonizam. Portanto a chave para a solução de conflitos entre organizações reside nas pessoas envolvidas no fato.



É claro que é muito difícil tecer generalizações porque cada pessoa traz dentro de si um universo único e individual. Mas algumas conclusões são possíveis dentro de tão subjetivo assunto.

As organizações são fontes constantes de conflitos. Sócios podem se desarmonizar por causa de idéias e estratégias diferentes. Funcionários de departamentos diferentes podem se conflitar por possuírem interesses diferenciados, causados muitas vezes por decisões estratégicas contraditórias. Também funcionários do mesmo departamento podem disputar funções, beleza e atenção. Todos estes são conflitos internos.

Há ainda os conflitos externos, entre a organização e seus clientes, seus fornecedores ou seu ambiente. Também vale citar os conflitos de classes, a tão antiga divergência entre a classe de patrões e empregados.

Mas perceba bem que todos estes conflitos têm como personagens centrais meras pessoas reais e comuns, com famílias, vivências, sonhos, expectativas e dramas. Vou aproximar a lente de nossa análise e chegar até o cerne desta questão: o indivíduo como ser relacional, mutável, mas felizmente muito adaptável.


OBJETIVOS DA GESTÃO DE CONFLITOS


Os conflitos, quando não bem geridos, podem causar prejuízos incalculáveis. Muitas organizações já deixaram de existir em nossa história devido a conflitos internos ou externos gerados pelos mais variados fatores.

O objetivo principal da gestão de conflitos é minimizá-los, transformar contendas destrutivas em oportunidades de melhoria e crescimento pessoal e organizacional.

Os conflitos são extremamente necessários para nosso crescimento e também para a empresa na qual estamos inseridos. Entretanto, não podem chegar às raias da auto-destruição, momento no qual eles se tornam danosos a todos os envolvidos.

A maior parte dos grandes avanços, individuais ou coletivos, surgiu de conflitos. Não é necessário mergulhar no abismo de tristezas só porque se está dentro de uma situação de desarmonia. Pelo contrário. Diga “Ótimo! Sou a pessoa mais indicada para resolver esta situação. E mais, vou ainda tirar muito proveito dela.”

Esta é a essência da gestão de conflitos. Fazer do limão uma limonada. Transformar conflito em crescimento. Sugar da fonte da contenda o néctar para o aprimoramento constante. Porque existe algo que podemos generalizar: toda situação de conflito mostra algo que estávamos escondendo ou deixando de lado, um aspecto nosso que precisava mudar, precisava evoluir. O conflito é o instrumento que a natureza colocou em suas mãos para que se efetue a transição de uma situação não satisfatória para uma ainda mais íntegra e universal.


O CONFLITO TEM ORIGEM INTERIOR


Antes de chegar ao ponto central deste artigo, vamos analisar bem a origem de todo conflito, seja qual for a proporção dele.

A maior parte das pessoas “inteligentes” possui um senso crítico muito aguçado. Conseqüentemente, possuem habilidades incríveis para perceberem defeitos, falhas e lacunas nas outras pessoas. O desenvolvimento deste sentimento crítico é extremamente nocivo a seu proprietário. É muito bom ter uma percepção aguçada, conseguir enxergar longe, o que as pessoas comuns não conseguem enxergar. Porém, esta propriedade não deve servir para perceber defeitos nas outras pessoas, pois isto se torna uma porta aberta para a confusão.

E é aí que reside a origem dos conflitos. Quando passamos a ver o outro como agente maléfico ou nocivo a nós mesmos ou a algo que tenhamos interesse, este indivíduo passa a ser visto como um inimigo ao qual começamos a delinear sentimentos de repulsão ou medo.

Mas o mais interessante de tudo isso é que só conseguimos enxergar defeitos nos outros que na realidade possuímos dentro de nós. Alguém pode dizer: “mas como assim?” “vejo que fulano é realmente uma pessoa má, mas eu não sou assim.”.
É tudo uma questão de modelos interiores. Somente pessoas sensíveis conseguem apreciar uma obra de arte na sua íntegra porque há uma sintonia entre a obra e os modelos particulares delas. Em relação às pessoas, a situação se repete: só conseguimos ver defeitos os quais na verdade os possuímos na forma de modelos dentro de nós mesmos.

Por que será que alguns conseguem levar uma vida sem grandes temores e outros vivem aterrorizados pelo porvir? Simples, de novo nos remetemos aos modelos interiores.

Exemplificando. Uma pessoa que foi rejeitada muitas vezes, ou pelos pais ou pelos seus relacionamentos afetivos, tende a abrir a guarda toda vez que sente que possa ser rejeitada novamente. Uma pessoa que teve muitas perdas, sejam financeiras ou emocionais, tende a recear novas perdas, vendo em cada personagem um possível inimigo. Uma pessoa que teve sérios problemas com seu pai tende a transferir a seu superior (símbolo paternal subconsciente) todas as suas mágoas familiares reprimidas. Estes são apenas alguns dos infinitos exemplos que podem ser citados.

Entretanto, o que vale a pena compreender aqui é que todo e qualquer conflito tem seu ponto de partida em uma conceituação muito íntima. Embora nossos olhos nos confundam, assinalando que a agressão está vindo de nosso exterior, é o nosso interior que grita pela solução de um conflito já gerado no passado e não resolvido.

Bem, começamos aqui a engatinhar pelo caminho da solução dos conflitos. Mas ainda falta o passo decisivo e fundamental: o perdão.


QUANDO O PERDÃO ENTRA NA HISTÓRIA


Vale a pena assinalar que, ao entrarmos em um conflito, nos tornamos prisioneiros dele, perdemos completamente nossa liberdade natural, caímos na armadilha do nosso ego. Já não somos mais nós mesmos. Somos agora remetidos a nosso “eu passado”, projetando tristezas e recalques anteriores.

Já observamos a origem do conflito, o qual normalmente é trazido de nosso próprio bojo de experiências íntimas. Vimos como ele se desenvolve, ou seja, toma forma à medida que projetamos nos outros esses nossos traumas, crenças e medos. Pois bem, está na hora de avançarmos para o ponto principal deste artigo, ou seja, a gestão ou solução do conflito.

É importante compreender que nós não nascemos para sermos infelizes ou para vivermos em situações de desconforto. Nascemos sim para desfrutar uma vida íntegra, saudável e feliz. Você pode até vivenciar ou até aprender a conviver em conflito, mas sua consciência íntima o alertará que algo está errado, algo precisa ser mudado.

Gestão do conflito não significa aprender a conviver com ele, mas solucioná-lo e ainda gerar lucro pessoal e profissional com ele. Só quando isso acontecer é que se pode dizer que a gerência da situação teve sucesso.

Se observarmos no dicionário o significado de perdão, encontraremos palavras como absolvição, clemência, anistia, graça, indulto, remissão. Mas vale a pena compreender aqui a quem esta absolvição deve ser concedida.

Partindo do princípio de que nada vem do seu exterior, mas sempre do interior, o agressor passa a não ser mais seu agressor, mas seu professor. Professor no sentido de mostrar-lhe que está na hora de conceder a você mesmo a anistia do seu mais profundo ser, aprisionado em crenças equivocadas.

O primeiro passo do perdão é compreender que não está no outro a culpa, a responsabilidade ou o dolo. Está em você mesmo. Você é que não soube conduzir a situação ou, em análise mais profunda, a sua própria vida. Portanto, a gestão de conflitos acaba abrindo o caminho para a própria gestão de sua vida pessoal.
Após compreender que já não é responsabilidade do outro, mas minha, é hora de perdoar a si mesmo, por ter enxergado o algoz, o inimigo onde na verdade ele não estava. É hora de perdoar sua própria ignorância.


CASOS EXTREMOS


Existem casos extremos. Casos nos quais a pessoa precisa exercitar o perdão em último grau. Já orientei alguns casos de moças e rapazes que foram molestados sexualmente pelo próprio pai. O que pode ser pior? Como oferecer a clemência neste caso? É necessário desarmar o coração e nesta situação preenchê-lo com doses imensas de amor, que transborde até o coração do opositor.

Há ainda aquele outro caso do empresário paulista que teve seu filho seqüestrado, mantido em cativeiro, mutilado e por fim morto pelo seu amigo e chefe de segurança. Este caso foi reconhecido nacionalmente após este pai ter oferecido seu perdão ao seu opositor no programa Fantástico, da Rede Globo. Após tal evento, este pai criou uma fundação para combate a violência. Aqui podemos dizer que houve verdadeira e profundamente uma gestão de conflito cheia de sucesso.

Mas acredito verdadeiramente que os conflitos mais comuns não chegam nem perto de tais situações, felizmente. Veja bem, se é possível conceder a anistia até mesmo em casos extremos como os citados, por que não resolver o seu conflito? Por que adiar a solução de algo que possa estar lhe incomodando tanto?

Pois bem, chegou a hora de despir-se de seu ego. Quando falo aqui em ego, não estou falando no sentido psicanalítico, mas sim do conjunto de razões e princípios que tentamos aparentar pelos nossos conhecimentos, crenças, cargos exercidos, posições assumidas. Sim, é bom refletir agora mesmo também sobre isso. Verifique que todas as agressões que passou ou vem passando não são agressões a você em si, mas a seu ego. Você mesmo continua intacto, não perdeu sequer um milésimo de seu valor, foi seu ego que foi atingido.

Agora avançamos mais um passo para a solução do conflito. Após verificarmos que toda desordem vem realmente do seu interior, acabamos por descobrir que você continua com toda sua importância, mesmo parecendo derrotado ou humilhado algumas vezes. Descobrimos que quem foi derrotado foi seu ego, e não você. Bom saber disso, não é verdade?


ENTRE A DESCULPA E O PERDÃO


Muitas pessoas confundem o significado de desculpar e perdoar. Desculpar é apenas um estágio, ou melhor ainda, uma parte pequenina ainda do perdão.
Desculpar significa retirar a culpa. O prefixo “des” antecedendo a palavra “culpar” significa absolver o culpado. É como se entre você e seu oponente houvesse um obstáculo, uma contenda, e você simplesmente remove-o do caminho entre vocês dois. Isso parece resolver o conflito, mas na verdade não o resolve.

É simplesmente um paliativo. Anistiar a culpa do outro ainda não faz você se olhar no espelho e rever seus conceitos, solucionar seu passado, transformar-se numa pessoa melhor. Pelo contrário, só faz crescer seu ego. Você se coloca numa posição acima de seu adversário e diz: “pobrezinho, mesmo sendo tão errado, eu lhe desculpo.” Isso pode perfeitamente tapar seu sol com uma peneira, mas não por muito tempo. Tenha certeza que novos conflitos surgirão, sejam com o mesmo inimigo ou ainda outros. O modelo interior não foi corrigido. Seu ego não foi trabalhado.

Vamos agora analisar a palavra perdoar. Verifique a expressão contida no interior desta palavra: “doar”. Aqui vemos a chave da solução e também o conceito mais profundo do perdão. Significa que você precisa doar ao seu opositor. Parece coisa para um santo, mas não é, é coisa que você mesmo pode fazer. Quando pensar em doar, comece por si mesmo. Que tal doar um pouco mais de qualidade de vida a você mesmo. Já vimos antes que os conflitos acabam por aprisioná-lo, e isso é real. Não vale a pena se tornar prisioneiro de suas próprias desarmonias. Além disso, perceba que quem mais sofre na situação é quem não perdoa, e não o suposto atacante. Solte esse peso, libere as pessoas que vêm segurando em seu coração. Liberte o outro e a si próprio.

Pois bem, já que doou qualidade a seu próprio campo emocional, agora chegou a hora de oferecer um pouco ao seu oponente. Parece difícil, mas não é. Na verdade, tudo sempre é uma questão de treinamento. Todo mundo só pode doar aquilo que tem. Se seu agente conflitante só soube lhe oferecer imundícies, talvez seja só isso que ele tenha para oferecer. Reconheça que você não é igual a ele, pois possui coisas muito melhores a oferecer.

Sem entrar no mérito das questões éticas, recordo de uma cena de uma série na televisão em que uma amante recebe da verdadeira esposa um lindo embrulho contendo fezes em seu interior, como prova do repúdio à atitude da traidora. Esta, por sua vez, manda colher as flores mais lindas de seu jardim, preparando um lindo buquê, enviando-o de volta a sua opositora com um bilhete no mínimo interessante: “Estas flores são para o seu agrado, pois cada um manda aquilo que tem para oferecer.” Como disse, não gostaria de entrar no mérito da situação, mas apenas no ato em si. É bem provável que esta mulher tenha fisgado este marido por ter bem mais a oferecer do que a esposa legítima.


DISSOLVENDO TODOS OS CONFLITOS


Chegamos ao final deste artigo. Verificamos que o perdão, em seu conceito mais profundo, é a antiga e atual receita para dissolver todos os conflitos.

Este conceito pode ser aplicado em todos os tipos de contendas, do mais alto escalão ao mais baixo, do indivíduo mais intelectualizado ao menos provido de estudo, do mais generoso ao mais mesquinho.

Parece que eu virei seu jogo. Transformei seu agressor em seu professor. Rasguei seu papel de vítima, dando-lhe um novo papel: o de responsável. Se você chegou até este ponto deste artigo e já começa a refletir que talvez a causa do conflito esteja em você mesmo, atingi meu objetivo.

Não existem conflitos unilaterais, eles são sempre no mínimo bilaterais. Mas o melhor de tudo é saber que a chave da solução dos conflitos está dentro de você mesmo. Não são necessárias técnicas complexas, apenas um pouco de boa vontade e um coração cheio de amor.

Se detectarmos uma pequena sujeira em um copo com água, certamente não o beberemos. Mas uma grande sujeira no mar não nos impede de banharmo-nos nele. A questão não é o tamanho da sujeira, mas a quantidade de água. Assim também é num conflito. Não importa o tamanho do obstáculo, do defeito de seu opositor, importa é o tamanho do seu coração. Se ele for grande suficiente, certamente dissolverá todo o conflito.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Gestão empresarial



Uma importante lição...


Discurso de Sam Walton, fundador do WAL MART, fazendo a abertura de um programa de treinamento para seus funcionários:

" Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.

Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.

Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.

Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.

Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.

Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.

Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas.

Engana-se.

Sabe quem eu sou???

EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA!!!

Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.

Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de CORTESIA".

" CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR."

(WAL MART É A MAIOR REDE DE VAREJO DO MUNDO)

--
"A paciência é amarga, mas seu fruto é doce"
Jean Jacques Rousseau

FORTE ABRAÇO E SUCESSO!

quinta-feira, 9 de julho de 2009


Max Gehringer - Faça o seu marketing

Você sabe como crescer E aparecer dentro da empresa? Conheça os mandamentos do chamado marketing pessoal.

Por que ótimos funcionários muitas vezes não conseguem ser promovidos? Porque eles estão fazendo tudo certo, mas esquecem de algo muito importante: o marketing pessoal.

Num escritório de consultoria fazendo uma pesquisa sobre marketing pessoal -- qualidades que fazem com que alguns consigam se destacar dos demais. Nós pedimos que cada um dos entrevistados pegue um papel e escreva o nome de duas pessoas que, na opinião de cada um, mais se enquadram em todos esses itens que vamos discutir. Por que duas pessoas? Porque cada pessoa tem o direito de votar em si mesmo.

Ao final da votação, não vamos escolher o melhor ou a melhor. Se a gente simplesmente pegar um que foi o mais votado, nós vamos criar mais problema do qualquer outra coisa para a pessoa. Vamos selecionar três ou quatro pessoas.

Marketing é o conjunto de ferramentas que uma empresa usa para fazer com que seus produtos sejam conhecidos, apreciados e comprados. Marketing pessoal é um profissional fazer exatamente a mesma coisa, só que em benefício da própria carreira.

Nós começamos a aplicar isso às nossas carreiras a partir do momento em que o nível dos candidatos no mercado de trabalho começou a ficar muito igual. É a habilidade que um funcionário tem de aparecer sem ser chato e de conseguir a simpatia da chefia sem ser puxa-saco.

Eu sempre digo que a melhor avaliação que a gente faz é de garçom. "Eu fico atento no movimento do cliente", diz o garçom Edson da Silva. Se a gente, inadvertidamente, olha para o garçom e não precisa de nada, ele nunca está olhando para a gente. "A gente fica no nosso canto para não atrapalhar o cliente, mas sempre de olho na mesa", comenta Edson. Quando a gente precisa de alguma coisa, o garçom está olhando para a gente. Se a gente só conseguir fazer o que o garçom faz, nós nunca vamos ser chatos na vida.

Veja, a seguir, os dez mandamentos do marketing pessoal.

1º - Liderança
Algumas pessoas têm uma habilidade muito maior de influenciar as outras. "O Clayton está sempre preocupado se a gente precisa de alguma coisa", comenta a caixa Laísa dos Santos. "Ele socorre a gente", diz a caixa Ester Alves. O Clayton é um formador de opinião, e a empresa percebe isso rapidamente.

2º - Confiança
Quando eu pergunto "Quanto foi o jogo?", eu imediatamente olho para uma pessoa. Eu não falo assim: "quanto foi?", olhando ao redor. Essa é a pessoa em que nós confiamos.

3º - Visão
É alguém entender o que está fazendo e por que está fazendo, e sugerir pequenas mudanças para melhorar o próprio trabalho ou o trabalho dos colegas. Do que nós estamos falando? Pequenas idéias, uma por dia, de R$ 3. Muita gente fica esperando muito para ter uma grande idéia na vida de R$ 200 milhões e perde a oportunidade de ter a pequena idéia de todo dia.

4º - Espírito de equipe
É oferecer ajuda aos colegas, mesmo sem ser solicitado. De coração aberto, quantas pessoas realmente fazem isso?

5º - Maturidade
É saber solucionar conflitos sem provocar mais conflitos. "Ele prefere conversar e não resolver em discussão", diz o repositor de loja William Matias. "Um ajudando o outro é que a gente vai ser uma equipe melhor", acredita o repositor de loja Antônio Raimundo Nascimento.

6º - Integridade
É fazer o seu trabalho sem prejudicar ninguém. Não ser excessivamente ambicioso e atropelar quem aparece pela frente. Pesquisa instantânea de opinião: quem nunca foi prejudicado na carreira? Quem tem vontade de prejudicar alguém? Qual das duas perguntas que eu fiz mostra falta de integridade? A segunda? Se eu tiver o desejo, assim, de me vingar, isso mostra a minha falta de integridade? Não. O desejo não mostra. É por isso que nós temos sentimentos, nós temos emoções e, muitas vezes, no trabalho, nós temos que guardar isso para a gente mesmo. Eu, sinceramente, tenho vontade atropelar um monte de gente, mas eu não vou fazer isso.

7º - Visibilidade
Ser o primeiro a levantar a mão quando o chefe precisa de um voluntário para uma tarefa. O que eu me lembro nos últimos 25 anos da minha vida corporativa, todo mundo que levantou a mão quando eu pedi um voluntário, hoje, ou é gerente, ou é diretor, ou é presidente de empresa. Impressionante.

8º - Empatia
É saber elogiar o trabalho de um colega e reconhecer o mérito dos outros. "Foi o Emerson. Isso foi ontem ainda. Ele montou lá na frente da loja uma exposição de brinquedos que foi muito lindo mesmo. Elogiei, elogiei na hora", disse o fiscal de loja Enedino dos Santos.

9º - Otimismo
Não é um otimismo burro, mas um otimismo com causa. A pressão do trabalho nos leva a imaginar que as coisas são piores do que realmente são.

10º - Paciência
Isso é o que mais acontece com jovens recém-formados no mercado de trabalho. Normalmente, uma pessoa com excelente formação acadêmica entra em uma empresa e, seis horas depois, já está começando a pensar por que ela não foi promovida. De todas as qualidades que nós podemos ter,


(Ver esse vídeo no YouTube - http://www.youtube.com/watch?v=3LSHXOOwehc)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

SAÚDE


Especialistas afirmam que 13% dos adolescentes já procuram por cirurgias plásticas no Brasil



Nos últimos anos, a busca por um corpo ou rosto perfeito tem aumentado significativamente. Hoje em dia, é difícil encontrar alguém que não tenha vaidade e se preocupe em se sentir bem esteticamente. No entanto, esta busca faz com que cresça também o número de pessoas que procuram cirurgias plásticas, sendo que os jovens vêm se destacando entre este público.

De acordo com dados da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), entre setembro de 2007 e agosto de 2008, foram realizadas aproximadamente 629 mil plásticas estéticas em todo o país, todas por profissionais especializados. E as plásticas em jovens com idades entre 14 e18 anos representam, pelo menos, 13% desse total.

Isto indica que mais de 100 mil jovens se submeteram a algum tipo de intervenção estética no período analisado. E entre os procedimentos mais procurados por eles destacam-se: rinoplastia (plástica no nariz), mamoplastia redutora (diminuição das mamas), mamoplastia de aumento (prótese de silicone), lipoaspiração, otoplastia (correção de orelhas de abano) e a ginecomastia (correção do volume das mamas masculinas).

Os especialistas da SBCP explicam que entre os motivos que levam ao aumento da procura dos jovens pela cirurgia plástica está a valorização excessiva da estética, com a ilusão de que o jovem tem de se enquadrar aos padrões estéticos predominantes na sociedade, e o desenvolvimento de novas técnicas que fazem com que a recuperação e o ato cirúrgico sejam mais seguros.

Sendo assim, os especialistas recomendam que os adolescentes que têm interesse em fazer cirurgia plástica procurem um cirurgião para detectar suas reais motivações e explicar todos os passos da cirurgia (internação, anestesia, cicatrizes, medicamentos, repouso pós-operatório e os resultados esperados), bem como as possíveis complicações associadas ao procedimento.

Além disso, é importante ressaltar que a opção pela plástica deve ser decidida pelo paciente, juntamente à orientação do médico, e com o consentimento dos pais. A cirurgia é indicada apenas se o jovem não consegue conviver com o problema, se o problema interfere em sua autoestima, ou se ele não conseguiu resolver o que o incomoda por outros métodos.

Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação
http://www.portaleducacao.com.br/educacao/principal/noticia_view.asp?id=39295

domingo, 5 de julho de 2009

COACHING



Coaching para equipes é alternativa para melhorar resultado de setores

O coaching já provou sua eficácia no desenvolvimento de um profissional. Imagine a mesma técnica voltada para equipes. Ainda pouco aplicado por empresas brasileiras, o coaching para equipes tem sido descoberto por gestores de RH que precisam de soluções para a integração de times e definição de metas coletivas de trabalho.

O trabalho de coaching não é uma terapia, mas pode mexer profundamente com os comportamentos e formas de abordar a vida profissional de um executivo. Agora, imagine a mesma técnica voltada para equipes. Ainda pouco aplicado por empresas brasileiras, o coaching para equipes tem sido descoberto por gestores de RH que precisam de soluções para a integração de times e definição de metas coletivas de trabalho. Os resultados, de acordo com os coaches (quem aplica a ferramenta) têm impulsionado a mudança de atitude e o aumento da produtividade nas empresas que já aplicaram o processo com seus colaboradores.

De acordo com Fernando Polignano, da consultoria BSP Career, o coaching é um processo cujo objetivo é auxiliar o desenvolvimento profissional de um executivo, estimulando-o a entender melhor a realidade e o contexto no qual está inserido. A partir daí, ele pode identificar e definir objetivos para traçar um plano de carreira bem estruturado.

No caso das equipes, a dinâmica é diferente. Para aplicar a mesma ferramenta a um time de profissionais, é preciso, antes de mais nada, entender as capacidades e as dificuldades de cada integrante do grupo. Isso significa maior integração e mais capacidade de produzir por parte dos profissionais. Normalmente, explica Polignano, o trabalho do coach é provocar a pessoa para que ela mesma busque as melhores alternativas para sua vida. Mas fazer o mesmo com vários seres humanos é algo mais complexo do que isso. Para tanto, é preciso ter um amplo conhecimento do perfil e das expectativas de todos para afinar o processo.

Para o consultor, o coaching de equipes deve ser utilizado em situações em que um setor inteiro da empresa precisa de ajuste para melhorar o desempenho. Em outros casos, é preciso enviar os funcionários para uma experiência desse tipo quando se deseja montar uma nova equipe dentro da companhia. Não raro, diz Polignano, existe “muita gente boa, vindas de áreas diferentes, mas que agora terão de se adaptar a um novo chefe, a uma nova equipe e a colegas diferentes”. É função da empresa ajudar essas pessoas a se entenderem melhor.

Ele, por exemplo, já assessorou uma companhia que estava tendo problemas com seu departamento jurídico. O consultor explica que o setor era composto por profissionais com capacidade técnica extremamente apurada, mas que costumavam ser vistos como ‘chatos’ pelo restante da organização. O coaching foi indicado para a equipe justamente porque nem os superiores nem os subordinados do departamento conseguiam se entender bem. O resultado é que todos os profissionais dessa área não conseguiam se comunicar uns com os outros. “O principal papel da ferramenta é mostrar para essas pessoas que elas não são vítimas ou carrascos, mas que precisam se harmonizar para construir uma proposta de trabalho eficiente”, diz.

Quem também passou por um processo de coaching, como coachee (profissional que é orientado), foi Alexandre Moro, gerente de Vendas da empresa de tecnologia ADP. Ele admite, depois de um ano passando pela experiência, que conseguiu um alinhamento melhor com seus colegas e ainda melhorou seu processo de auto-análise. “Tive acesso a uma nova forma de me enxergar, a partir do ponto de vista das outras pessoas em relação a mim”, define. Segundo Carla Machado, diretora de RH da ADP, após um ano de aplicação da ferramenta, já foi possível perceber mudanças na forma como os colaboradores lidam com os seus colegas de trabalho e com as metas da companhia.

Em resumo, a professora Isabel Macarenco, coach da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), acredita que o trabalho de coaching deve ser conduzido de forma a fazer com que o executivo aprenda a ser mais consciente sobre si mesmo e aproveite toda a experiência pessoal ao trilhar novos caminhos. No caso das equipes, seu desenvolvimento depende da utilização dos diferentes potenciais dos seus membros de forma sábia. A condução desse processo, diz Luiz David Carlessi, da consultoria Idort, pode ser alternada entre o coaching individual e o de equipes. “O coaching executivo é fornecido, habitualmente, quando há necessidade individual; porém, penso que há situações em que ambos podem ser combinados”. Isso acontece, segundo ele, quando há a necessidade de se trabalhar a eficácia, a integração e os processos em uma equipe.


(Fonte: Canal RH - por Wilame Amorim Lima)

sábado, 4 de julho de 2009

SAÚDE


O VINHO É BOM MESMO?
O vinho faz mal ou bem?


Nos últimos anos tem aumentado o número de trabalhos científicos descobrindo que várias substâncias de uso popular consideradas por longa data como nocivas para uso regular, na realidade não são prejudiciais, mas mesmo úteis para manter uma boa saúde. Como essas “descobertas” são veiculadas nos meios de comunicação, tem causado confusão e indagações na mente de muitas pessoas que procuram informações fidedignas para obterem a melhor saúde possível. Para buscar uma posição mais clara sobre o assunto começaremos com o álcool sem inicialmente mencionar o vinho que tem tido mais destaque nos últimos tempos por parte inclusive da classe médica.

O álcool é quase tão antigo quanto a humanidade e os seus efeitos são conhecidos há muito tempo. E o que sabemos de concreto e cientificamente comprovado? Primeiramente temos que classificar o álcool. O álcool não cai na categoria de nutriente ou alimento, mas de droga. E como tal e se algum beneficio nele houver deveria ser usado em situações médicas, por um médico receitado e com a advertência que drogas similares recebem, ou seja: venda somente sob prescrição médica com suas indicações e contra-indicações e efeitos colaterais e as doses a serem usadas e com tarja preta que indique seu potencial em criar dependência.
Assim colocado fica mais fácil analisar as suas ações sobre o organismo humano, quando o seu uso seria benéfico, seus problemas e o custo-benefício em usá-lo como substância farmacológica.
1. O álcool é um depressor do sistema nervoso central e em doses menores podem ter um efeito ansiolítico como os outros calmantes encontrados no mercado de remédios. Em quantidades maiores terá um efeito anestésico por suprimir completamente a consciências e sensações dolorosas. Ele não é usado em medicina como anestésico porque o seu efeito anestésico é muito próximo de efeito letal por parada respiratória. Da mesma forma não é também usado por médicos como calmante ou ansiolítico na atualidade porque existem produtos químicos mais eficientes e devidamente controlados.

2. Estudos feitos com o álcool mostram a sua capacidade de aumentar o colesterol chamado HDL que poderia explicar porque quantidades moderadas de álcool têm uma diminuição de lesões nas coronárias. Outro efeito do álcool nesse sentido seria a sua diminuição na formação de trombos, muitas vezes responsáveis pela oclusão das artérias coronarianas. Outros estudos feitos em animais experimentais mostram que esse efeito de proteção só é possível com doses mais elevadas de álcool. Neste mesmo estudo que foi feito em animais subdividiram-se animais em três grupos: o grupo 1 recebeu uma dose de vinho tinto; o grupo 2 recebeu uma dose de vinho branco e o terceiro recebeu somente suco de uva. Foram criadas lesões nas coronárias desses animais e posteriormente tratadas da maneira descrita acima. O resultado foi que os que receberam vinho tinto e suco de uva apresentaram uma diminuição de enfartes cardíacos comparados com os animais que receberam o vinho branco. Logo, se verifica que os dois grupos protegidos foram os que usaram vinho tinto e suco de uva. Como o grupo de vinho branco não recebeu proteção e sim os que usaram uva ou vinho tinto, percebe-se que o efeito estava na uva e não no álcool.

3. O álcool, em doses maiores e períodos prolongados, têm um efeito sobre os nervos do coração, responsáveis pela condução dos estímulos nervosos que são responsáveis pelo ritmo cardíaco. Assim o álcool pode desencadear arritmias cardíacas de vários tipos. O tipo de arritmia mais temível é a taquicardia ventricular que pode resultar em morte súbita que se observa em pessoas álcool dependentes.

4. Outra doença conhecida por miocardiopatia, aumenta com o uso de álcool. Nesse caso o músculo do coração começa a ficar literalmente doente, perdendo gradativamente a sua força até entrar em insuficiência cardíaca e conseqüente morte. A mulher tem maior risco de contrair esse problema. A “vantagem” dessa doença é que se a pessoa parar de beber poderá recuperar a força do coração o que não costuma acontecer nas miocardiopatias que ocorrem por outras causas.

5. O uso de álcool por tempo prolongado aumenta a tendência de derrames cerebrais. Esse aumento de acidentes vasculares estaria associado às arritmias e formação de trombos induzidos pelo álcool.

6. Os efeitos do álcool sobre o aparelho gástrico são diversos: no estomago aumentam a incidência de gastrite crônica e é 10 vezes maior o risco de desenvolver câncer de esôfago. No intestino gera diarréia crônica e conseqüente má absorção de nutrientes da alimentação levando a desnutrição ou falta de vitaminas e suas conseqüências. O pâncreas é outro ponto vulnerável do organismo para os que bebem cronicamente. Dores agudas de inicio súbito em pessoas que bebem devem ser investigados, pois a pancreatite aguda é muito freqüente. Ataques mais severos podem levar ao choque e morte. O fígado, que tem a responsabilidade de desintoxicar o organismo dos efeitos do álcool, paga o seu tributo com hepatite crônica, infiltração gordurosa e cirrose.

7. Disfunção sexual com deterioração de sua atividade é o resultado em longo prazo do uso de álcool. Inicialmente parece que o álcool aumenta a libido devido à desinibição que álcool provoca. Posteriormente os mecanismos responsáveis pelo apetite sexual tornam-se enfraquecidos pela atrofia dos órgãos sexuais. Esses problemas ocorrem em cerca de 50% das pessoas que usam cronicamente o álcool.

8. Vários estudos tem mostrado que mesmo moderadas doses de álcool diminuem a capacidade do sistema imunológico. Ele, o álcool, diminui em 67% a atividade das células responsáveis em nos defender de invasões de vírus e bactérias . Aldo-Benson, M, et.al. Federation of American Sciences for Experimental Biology, Annual Meeting May, 1988. Abstract #7966. Como conseqüência ficamos mais sujeitos a contrair infecções bacterianas e virais.

9. O uso prolongado de álcool esta associado a um aumento da pressão arterial e esse efeito é mais marcado no sexo feminino. Quem quer que já tenha uma tendência a ter pressão elevada é fortemente aconselhado a não usar álcool de modo algum. Mesmos os que se consideram bebedores leves ou moderados estão no mesmo risco embora, doses maiores tendem a ter efeitos maiores sobre a pressão sanguínea. Fridman G. Klartsky AL. Ann Intern Méd 1983 May; 98(5 Pt 2): 846-849.

Esse é o panorama dos efeitos do álcool no organismo em maior ou menor dose. Frente a sua capacidade de diminuir o risco cardíaco em pessoas que estão predispostas a problemas coronarianos mesmo sem levar em consideração os seus malefícios reais, caberia a pergunta se seria aconselhável alguém ser aconselhado a beber álcool como preventivo de doenças cardíacas a resposta é, não. “É importante notar que não há testes clínicos randomizados (aleatórios) para verificar a eficácia do uso diário do álcool para a redução de incidência da doença coronária e mortalidade e não é apropriado para o medico recomendar o uso de álcool só para prevenir doenças cardíacas... Outras medidas de mudanças no estilo de vida e tratamentos médicos devem ser encorajadas para os pacientes que estão sob risco de desenvolver doenças cardiovasculares”.

Goodman&Gilman’s The Pharmacological Basis of Therapeutics Décima edição. Pg. 431.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

COMPORTAMENTO



E-MAIL CORPORATIVO: VOCÊ SABE COMO USÁ-LO?


Que a tecnologia trouxe grandes benefícios para a vida dos profissionais, ninguém tem dúvida. O problema é que junto com ela vieram algumas dificuldades corporativas com o seu mal uso. Ao mesmo tempo em que a internet permite maior agilidade e circulação de informações, não saber como lidar com ela pode gerar falta de foco e produtividade para o profissional.

O e-mail corporativo é o maior dos exemplos e alvo das reclamações de pessoas que recebem muitas mensagens ao dia e afirmam que poucas delas são realmente úteis e aproveitadas. Não estamos falando somente de SPAMs e correntes que pessoas enviam para toda sua rede de contatos, até mesmo as mensagens relevantes para o trabalho podem gerar confusões e lotar as caixas de entrada sem necessidade.

A organização das mensagens eletrônicas é o primeiro passo para quem quer dominar essa ferramenta e não deixar que ela tome conta de você. As que não tem importância devem ser descartadas e as demais organizadas em pastas para melhor localização e livramento de espaço. Isso não significa que devemos ter milhares de pastas do lado esquerdo da tela, mas é necessário criá-las com os nomes certos. Repare: geralmente os e-mails que não encaixam em nenhuma delas não precisam ser guardados.

Outro motivo que causa insatisfação são mensagens longas e que demandam muitos minutos da atenção. Se você é uma das pessoas que gostam de escrever bastante, lembre-se de que, com o acúmulo de atividades que as pessoas tem hoje, junto com a correria do dia-a-dia, dificilmente terão vontade de ler até o fim. Seja sucinto e objetivo no corpo do e-mail e procure não passar de três ou quatro linhas. Se o assunto for realmente extenso, jamais ultrapasse o campo visual da "janela" do e-mail. Se o leitor tiver que "rolar" a tela do computador, a mensagem está realmente excessiva.

Tudo hoje é resolvido por e-mail. Agendamento de reuniões, ata desses encontros, envio de informações, comunicado interno, orçamentos, questões atemporais e até urgências. Mas você está enviando suas mensagens da maneira adequada e sabe quem está endereçando? Preste muita atenção se o endereço do e-mail é realmente o da pessoa para quem você deseja enviar. Na pressa, acontece muitas vezes de mandar a mensagem a alguém com o mesmo primeiro nome devido ao preenchimento automático. Depois de escrever, volte ao início e confirme todas as informações para evitar problemas.

E-mails são importantes sim e nos proporcionam maior comodidade, mas não deixe que eles prejudiquem sua comunicação. Alguma vez já presenciou alguém enviando uma mensagem para o colega de trabalho que está ao lado, mas em outro computador? Quantas vezes você mesmo já fez isso? Antes de enviar uma mensagem eletrônica, pense se realmente é a melhor opção. Às vezes uma conversa por telefone irá resolver seu problema de maneira muito mais rápida e eficaz. No escritório, as conversas pessoais têm maior impacto e geram resultados melhores. Portanto, use o e-mail com moderação.

Por Renato Grinberg
Fonte: Image Comunicação Integrada

quinta-feira, 2 de julho de 2009

SAUDE




Depressão: um problema do envelhecimento?
(FONTE: http://www.minhavida.com.br)

Entenda se o distúrbio de humor é característico somente da terceira idade


A depressão é uma doença mental, classificada como "distúrbio de humor", e pode acometer qualquer pessoa em qualquer faixa etária, sendo caracterizada por vários sintomas, como sentimentos de tristeza e de pesar ou fracasso, perda de energia ou de interesse, alterações do apetite e do sono, humor deprimido, entre outros sintomas que podem variar de pessoa para pessoa. É uma doença de difícil diagnóstico, visto que o tratamento ocorre de acordo com o seu grau. Após o diagnóstico, o tratamento pode ser realizado por psicoterapia e com medicamentos antidepressivos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde a década de 90 a depressão vem ocupando uma posição de destaque no rol dos problemas de saúde pública, sendo considerada a doença mais cara de todas, em todo o mundo. Até o ano de 2010, só perderá o primeiro lugar para as doenças cardíacas isquêmicas graves. No ano de 2020, será a segunda moléstia que afetará os países desenvolvidos e a primeira nos países em desenvolvimento.

A prevalência de sintomas depressivos na população mundial acima de 65 anos de idade, vivendo em comunidade, varia entre 10,3% e 13,5%, sendo que, no Brasil, chega a 14,3%. Mesmo caracterizada como uma doença psiquiátrica muito comum entre os idosos, a depressão frequentemente não é diagnosticada, de forma que os acometidos não recebem tratamento.

Nos idosos, a depressão constitui uma enfermidade mental frequente, que compromete intensamente a sua qualidade de vida, sendo considerado um fator de risco para os processos demenciais. As causas da depressão nos idosos se configuram dentro de um amplo conjunto de componentes, em que atuam fatores genéticos, eventos vitais como o luto e o abandono e doenças incapacitantes, entre outros componentes.

Os principais fatores envolvidos nos distúrbios e nos sintomas depressivos são o gênero feminino, as doenças somáticas, os declínios cognitivo e funcional, a falta ou perda de contato social e história de depressão anterior. Na velhice, os fatores de risco são falta ou perda de contatos sociais, história de depressão pregressa, viuvez, eventos de vida estressantes, institucionalização em casas asilares, renda baixa, insatisfação com o suporte social, ansiedade, isolamento social, nível educacional baixo, falta de atividades sociais e uso de medicação antidepressiva.

Investigações sobre as condições que permitem uma boa qualidade de vida na terceira idade revestem-se de grande importância científica e social, uma vez que a ausência de convívio social causa severos efeitos negativos na capacidade cognitiva geral, podendo levar os idosos à depressão.

A depressão é uma doença e não uma manifestação do envelhecimento fisiológico. Perante essa situação, necessita ser diagnosticada e tratada. É um problema de saúde comum e tratável: entre 80 e 90% dos que sofrem desse transtorno podem ser efetivamente tratados, haja vista que, quase todos que recebem tratamento, apresentam algum benefício. Os idosos deprimidos e não tratados têm mais incapacidades, uso aumentado dos serviços de saúde e morte prematura.

Roudom Ferreira Moura é enfermeiro sanitarista. Especialista em Saúde Coletiva com enfoque no Programa Saúde da Família (PSF), em Saúde da Mulher no Climatério e em Educação em Saúde. Docente e supervisor de estágio de Ensino Superior da UNINOVE.