quinta-feira, 2 de julho de 2009

SAUDE




Depressão: um problema do envelhecimento?
(FONTE: http://www.minhavida.com.br)

Entenda se o distúrbio de humor é característico somente da terceira idade


A depressão é uma doença mental, classificada como "distúrbio de humor", e pode acometer qualquer pessoa em qualquer faixa etária, sendo caracterizada por vários sintomas, como sentimentos de tristeza e de pesar ou fracasso, perda de energia ou de interesse, alterações do apetite e do sono, humor deprimido, entre outros sintomas que podem variar de pessoa para pessoa. É uma doença de difícil diagnóstico, visto que o tratamento ocorre de acordo com o seu grau. Após o diagnóstico, o tratamento pode ser realizado por psicoterapia e com medicamentos antidepressivos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde a década de 90 a depressão vem ocupando uma posição de destaque no rol dos problemas de saúde pública, sendo considerada a doença mais cara de todas, em todo o mundo. Até o ano de 2010, só perderá o primeiro lugar para as doenças cardíacas isquêmicas graves. No ano de 2020, será a segunda moléstia que afetará os países desenvolvidos e a primeira nos países em desenvolvimento.

A prevalência de sintomas depressivos na população mundial acima de 65 anos de idade, vivendo em comunidade, varia entre 10,3% e 13,5%, sendo que, no Brasil, chega a 14,3%. Mesmo caracterizada como uma doença psiquiátrica muito comum entre os idosos, a depressão frequentemente não é diagnosticada, de forma que os acometidos não recebem tratamento.

Nos idosos, a depressão constitui uma enfermidade mental frequente, que compromete intensamente a sua qualidade de vida, sendo considerado um fator de risco para os processos demenciais. As causas da depressão nos idosos se configuram dentro de um amplo conjunto de componentes, em que atuam fatores genéticos, eventos vitais como o luto e o abandono e doenças incapacitantes, entre outros componentes.

Os principais fatores envolvidos nos distúrbios e nos sintomas depressivos são o gênero feminino, as doenças somáticas, os declínios cognitivo e funcional, a falta ou perda de contato social e história de depressão anterior. Na velhice, os fatores de risco são falta ou perda de contatos sociais, história de depressão pregressa, viuvez, eventos de vida estressantes, institucionalização em casas asilares, renda baixa, insatisfação com o suporte social, ansiedade, isolamento social, nível educacional baixo, falta de atividades sociais e uso de medicação antidepressiva.

Investigações sobre as condições que permitem uma boa qualidade de vida na terceira idade revestem-se de grande importância científica e social, uma vez que a ausência de convívio social causa severos efeitos negativos na capacidade cognitiva geral, podendo levar os idosos à depressão.

A depressão é uma doença e não uma manifestação do envelhecimento fisiológico. Perante essa situação, necessita ser diagnosticada e tratada. É um problema de saúde comum e tratável: entre 80 e 90% dos que sofrem desse transtorno podem ser efetivamente tratados, haja vista que, quase todos que recebem tratamento, apresentam algum benefício. Os idosos deprimidos e não tratados têm mais incapacidades, uso aumentado dos serviços de saúde e morte prematura.

Roudom Ferreira Moura é enfermeiro sanitarista. Especialista em Saúde Coletiva com enfoque no Programa Saúde da Família (PSF), em Saúde da Mulher no Climatério e em Educação em Saúde. Docente e supervisor de estágio de Ensino Superior da UNINOVE.

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